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Archive for the ‘Gente’ Category

Mauricio Carrasquilla é daquele tipo que tromba um conhecido em cada esquina. Cheio de simpatia, me conheceu pedalando e simpatizou de cara. Maurício é um entusiasta da bicicleta como meio de transporte na cidade. “Você se mete nos becos e descobre as entranhas da cidade”, ensina. Artista plástico, pintor, escultor e voluntário numa fundação que ensina crianças a fazerem artesanato, ele participou da Volta Culural Colômbia de bicicleta em 1983 e desenvolveu um projeto de ciclorutas para Bogotá em 1988. As semelhanças entre o projeto de Maurício e a cicloruta que foi construída são impressionantes.

Gostou? Então veja entrevistas com outros ciclistas de Bogotá: a canadense Heather Sue e o americano Mike Ceasers.

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Senhor Carlos Manuel

Senhor Carlos Manuel

O senhor Carlos Manuel atravessou meu caminho. Sua língua dançava na banguela e era contida pelo único dente da boca enquanto ele se desmanchava de rir para atrair clientes.  Vendia legumes feios e frutas passadas numa esquina do centro de Bogotá. Conversamos enquanto ele descascava para mim, com as mãos imundas, uma frutinha chamada physalis. Comi sem pensar que ele pudesse ter recolhido restos de feira para tentar vendê-los. Só me deixei envolver pela força daquela figura. O senhor Carlos Manuel só tem um dente. Mas sorri inteiro.

Sorrindo inteiro

Sorrindo inteiro

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Mike Ceaser é um desses ciclistas cuja bike é quase uma extensão do próprio corpo. Dono do Bici Café, um local que aluga bicicletas e organiza tours pela cidade de Bogotá em duas rodas e onde funciona um restaurante francês, Mike conta com a ajuda de outros três guias turísticos. “Mas aqui não fazemos tours convencionais, mostramos as coisas boas e ruins de Bogotá”, explica Mike, que já foi jornalista em outros países da América Latina, mas acabou sendo atraído pelos 300 quilômetros de ciclovia de Bogotá. Idealista, ele acredita que a bicicleta é o melhor meio de transporte que existe. “The world would be a much better place if all the cars were replaced for bicicles” (o mundo seria um lugar muito melhor se todos os carros fossem substituídos por bicicletas), sonha, sabendo que é pouco provável que aconteça. Conheça o trabalho do mike aqui: www.bogotabiketours.com

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Heather Sue é Canadense, mas vive em Bogotá há um ano e meio. Ela é uma das 350 mil pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte na cidade. Cheia de simpatia, me recebeu em sua casa, uma cobertura no bairro da Candelária, centro de Bogotá, para contar como é seu cotidiano de ciclista. Quando o assunto é bicicleta, Heather é enfática: “I think people should use it eveywhere” (acho que as pessoas deveriam utilizá-la em todos os lugares).

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Bogotá é uma cidade com música e cheiro ambientes. Ao menos todos os cantos da cidade em que estive (incluindo meu Hostel) tocam salsa no talo e exalam fritura. Junto com a salsa, também é bem marcado por aqui o som dos Mariachis. Esse estilo de banda tem origem no méxico e são contratados por aqui para animar festas, restaurantes e até… floriculturas.

Experimentei um pouco de cada um desses ritmos Bogotenhos.

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As ciclorutas (vias para trânsito exclusivo de bicicletas e pedestres) de Bogotá foram construídas nas margens das principais carreras (avenidas) da cidade. Por aqui é bem fácil se localizar. As carreras cortam a cidade de norte a sul e as calles (ruas), de leste a oeste. E, para facilitar a vida, calles e carreras são numeradas a partir do centro. Então, para por onde ir, você precisa saber qual o cruzamento de calle com carrera mais perto do ponto para onde vai.

Uma das ciclorutas foi construída junto da carrera 13. E lá pelo cruzamento com a calle 55, os ciclistas e pedestres que passeavam por ela, como eu, se depararam com uma incursão um tanto inusitada.

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Pedalada na Candelária

O bairro da Candelária, no centro de Bogotá, não possui ciclorutas – termo usado por aqui para designar as vias construídas para o trânsito exclusivo de bicicletas. Aos fins de semana, algumas avenidas são fechadas e se transformam em ciclovias – que em Bogotá são as vias normais fechadas para o trânsito de bicicletas e pedestres. Isso significa que andar de bike pela Candelária é, como em São Paulo, fugir dos ônibus, desviar dos taxis e tomar cuidado com motoristas mau humorados. A vantagem é que as poucas subidasnão são assim tão íngremes e a paisagem urbana é espetacular.

Andar de bicicleta te faz interagir de um jeito muito específico com a cidade. A proximidade e o distanciamento de tudo o que acontece ao redor se alternam. Se, para mim, já era o melhor jeito de se locomover, passou a ser também a melhor forma de conhecer uma paisagem urbana desconhecida.

Fiz uma super gambiarra para prender a filmadora na bike e registrar um passeio pelo bairro. Eis o resultado:

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